Barradas no dark room

Minha amiga Litta Walitta voltou de sua abdução em terras européias com um fogo no rabo que eu juro que me deixava assombrada. Veio me visitar e trouxe uma sacola cheia de roupa.

_ Posso passar uns tempos aqui, Maddie?
_ Aqui aondji?
_ Aqui no seu cafofo.
_ Amô, e aondeji eu vou te enfiar? Só se for no teto.
_ Gata, você não pode fazer isso comigo! Quantas vezes eu já segurei a sua peruca enquanto você chamava o Hugo e toda a família de Huguinhos?
_ Amô, eu sei, mas olha pro tamanho daqui. Mal cabe eu, imagina mais você.
_ Gata... você sabe que eu tenho umas fotos suas bem comprometedoras, né? Lembra daquela com a champagne?
_ Ai que baixa! Pois saiba você que não há nada nessas fotos que o Brasil já não tenha visto, tzá? Vamos dividir o colchão então, mas só até você arrumar uma casa pra morar. Compra um cafofinho aqui na Ilha do Bororé. Não deve ser muito caro.

Tadinha da Litta. É uma ótima pessoa, sabe cozinhar, gosta de dublar, mas tem um fogo na xereca que me dá um pouco de medo sometimes. Certo dia acordei com uma coisa enorme roçando na minha bunda. Meio que sonâmbula, fui apalpando e levei um susto. Ai que susto!

_ Litta! Mas que cacetão!
_ Ai, desculpa. Não consigo me controlar.
_ Que desperdício pra nação passiva uma travesti tão cacetuda como você... - ironias da vida, meu amô.

Outro dia, estávamos sentadas nos degraus de casa pintando as unhas do pé. O gostoso de ser mulher ou travesti são essas coisinhas femininas como fazer as unhas da amiga, emprestar a chapinha... Enfim, coisas do universo feminino.

_ Vamos à buatchi?
_ Aim, gata. Que vergonha. Ainda não me recuperei do meu chico na Tunnel.
_ Então vamos na SoGo? Reformaram e eu preciso ver como ficou o dark room!
_ Xente! Dark room!! Ai que saudades! Vamos RIGHT NOW!
_ Agora não, né vinhada? São 3 da tarde!

Pra comemorar o show da Beyoncé que tava chegando aqui em São Paulo, passamos a tarde ouvindo a bunita descabelando-se no meu radinho. Decidi retornar aos meus tempos de SoGo bem básica, com uma calça jeans super apertada no rego, camisetinha de alça rosa choque com a estampa "Meu edy não brilha no escuro, mas a xana brilha!" Puro looshu! Presentinho de Kilo Minhoca. Como eu moro numa casinha humilde, não tenho muitos utensílios de cozinha. Aliás, nem cozinha eu tenho! A loka! Litta Walitta teve que improvisar e foi pra buatchi usando um rádio relógio na cabeça. Uma loucura!

Como minhas idas à SoGo eram sempre recheadas de muito padê e absinto, não consigo lembrar de como ela era e, pensando bem, não lembro nem de como ela está agora. Acho que preciso ir ao médico ver por que ando tão esquecida! Enquanto a bicharada ahazzava no Crazy In Love da SerOnça, eu e Litta estávamos apoiadas na parede, numa filinha super safada esperando pra entrar no dark room.

_ Ai que vergonça essa situação. Não tô em condições de ficar em pé e ainda tenho que encarar uma fila? Isso é um absurdo! Eu paguei R$35 pra entrar nesta buatchi e sem consumação! Eu quero fofar, anda logo!
_ Éam! Eu também quero!
_ Você não é a Maddyrain?
_ E você, quem é? A porteira do dark? Gata, não tem nenhum plano de carreira aqui não?
_ Hm, é a Maddyrain sim. A ex-travesti, né?
_ Isso. Agora sou mulher. Virgem, mas mulher.
_ Mulher não entra no dark room!
_ Mágomonão?
_ Olha aqui as normas do dark room!

5 NORMAS BÁSICAS DO DARK ROOM

1- É proibida a entrada de mulheres.
2- É proibida a entrada de mulheres.
3- É proibida a entrada de mulheres.
4- É proibida a entrada de mulheres.
5- É proibida a entrada de mulheres.

_ Xente! Mas que preconceito é esse?! Eu sou mulher, mas sou limpinha!
_ Ai, Maddie, já pensou que horror a biluzada se comendo e alguém encontra sua xana no meio da escuridão? Faz sentido.
_ Yo no creo! Vou ter que voltar pra pista?
_ Vai. E vai logo, porque a fila tem que andar.
_ Litta, você vem comigo, néam? Você sabe que eu OTÉION ficar sozinha na buatchi.
_ Mas eu quero dar...
_ Mas eu não posso subir com você pro dark, meu amô.
_ Sim, mas isso não anula nada e eu continuo querendo dar...
_ Vinhada, a senhora vai voltar comigo pra dancefloor, vai arranjar um bophy e levar ele pra Ilha do Bororé! Lá, ninguém vai me proibir de entrar na minha casa!

Voltamos pra pista desanimadas e frustradas. Que horror! Mulher não pode entrar no dark room! Mas eu juro que já vi racha no dark room da Loca! Tenho certeza!
Litta acabou não arranjando nada aquendável... ou pelos nada que valesse uma viagem até a Ilha do Bororé só pra aquendar. Enfim, nada que não fosse resolvido no reservado do banheiro. Pela primeira vez desta vida loka fui barrada num dark room. Nunca fui tão maltratada na minha vida!

Um beijo,
Maddyrain

Crazy In Love

Single Version
Single Version Instrumental (low quality...)
No Rap Version
A Cappella Album Version (low quality...)
Junior's World Remix
Junior's Dance Radio Mix
Maurice's Nu Soul Remix
Adam 12 So Crazy Remix
Rockwilder Remix
Rockwilder Remix Instrumental

When you leave I'm beggin' you not to go...

Chupa meu edi que eu gosto:
Amô, se você não conhece Crazy In Love, se mata. Foi com esse single que Beyoncé mandou um beijinho pra suas duas amigas mil vezes menos talentosas dos Destiny's Child e se jogou na carreira solo (eu sei que ela lançou Work It Out primeiro, mas deixa ela pra lá). Eu super recomendo a No Rap Version pelo simples fato de não ter o insuportavelmente feio JD, marido da Beyoncé. Aliás, ele deve rezar todos os dias por ter conseguido uma mulher infinitamente mais bonita que ele, néam? Minha teoria é de que a neca dele é ultra odara, porque não dá pra entender esse casamento.

Junior Vasquez tem uma mania terrível de fazer remixes extremamente rápidos e com os vocais ultra acelerados. Peguem a Junior's Dance Radio Mix e ahazzem na bateção de cabelo, mas cuidado pra não se machucar no processo! Acho impossível dublar essa música tão acelerada assim, mas enfim. Tem cada bilu loka do seu respectivo kool neste mundo...
Maurice Joshua é aquele mocinho gordinho do soulful house gostosinho e básico. Podem pegar o Maurice's Nu Soul Remix. Uma delicinha e melhor que o escândalo descabelado do Juninho Vasconceloz! O resto a xente ignora.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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