O bophy da outra

Tenho todo um histórico com feiras populares. Aliás, já fui a Musa Travesti dos Feirantes do Estado de São Paulo por alguns anos. Comecei minha carreira frutífera e leguminosa com o pasteleiro. FELIZMENTE não era um japonês. Vocês sabem, néam? Não gosto de nequinha. Depois pulei pra delícia do moço do caldo de cana. Até inventei um drink louco de caldo de cana, porra e vodka certa vez. Um looshu e super recomendo. Em seguida, fui pros peixeiros peludos. Chegava em casa fedendo a porto, mas as necas eram odaras. Mas enfim, não consegui aguentar aquele cheiro forte por muito tempo. Passei pros verdureiros e toda a legião de feirantes. Ganhei dinheiro, contratei Murilo Muniz e nunca mais fui à feira.

Minha iniciação na arte do sexo anal com frutas, legumes e afins fica pra outro dia.

Peguei meu carrinho de feira todo enferrujado, enrolei os cabelos com vários bobs, prendi tudo num pano de prato e decidi ir à feira da Ilha do Bororé. Vocês sabem como é a população pobre, néam? Dia de feira é um evento! E você reconhece as mais carentes pelos horários em que elas vão à feira. De manhã, tudo é mais fresco e mais caro. À tarde, só sobrou o pó da rabiola e é tudo barato. Eu vou à tarde porque não sou obrigada a acordar cedo pra comprar caqui.

_ Amô, eu quero um pastel de camarão.
_ Oxi, num tem.
_ Hm, me vê um de palmito então.
_ Também não tem.
_ Credo, já acabou tudo! Me vê um de frango com catupiry então.
_ Ave, mas o que é um catupiri?
_ Gato, tem pastel do que?
_ Carne e queijo.
_ Só?
_ Só.
_ Eu definitivamente não tenho estabilidade mental pra esse estilo de vida. Me vê um de queijo então, porque eu tô de regime.

Comi o pastel de óleo e queijo e comecei a fazer a feira. "Fazer a feira"... xente... isso já teve OUTRO significado pra mim durante anos! Quando o padê acabava, eu e Shitnew Houston íamos fazer a feira na boca. Uma loucura!
Enquanto caçava um tomate maduro no meio daquele Blood Mary terrível, ouvi um bophy me chamando:

_ Ô, mulher bunita! Vem aqui que a minha banana é da boa!
_ Aim, falou as palavras mágicas! - virei e encontrei um bophy MARA segurando um cacho de bananas.
_ Quer provar?
_ Só se for RIGHT NOW! - mulato, cabelo raspadinho, corpo sarado. E que braços... Peguei a banana verde que ele me ofereceu. Que horror! Dura e com gosto de terra - A sua neca não tem esse gosto, tem?
_ Opa, não sei o que é neca, mas se for o que eu tô pensando, eu acho que não tem esse gosto não.
_ Hm, e o que eu preciso fazer pra experimentar?
_ Só comprar o cacho inteiro.
_ Aim, vou pagar literalmente um preço de banana por esse corpo todo que me contempla? Ai que delícia!
_ Maddyrain! Que surpresa te encontrar na feira! - era Terezinha Dêgezuis.
_ Teca! - olha a intimidade. A bunita aprendia cada vez mais comigo como realçar a beleza e safadeza da mulher brasileira. A saia de jeans era agora um vestígio de pureza perdido no passado.
_ E você gostou da banana do Fabinho?
_ Aim, tô vendo se rola uma banana com bacalhau hoje lá no cafofo...
_ Opa, amor da minha vida! Glória, glória, aleluia te ver aqui! - meu mundo caiu! O bophy pegou Terezinha Dêgezuis nos braços e meteu-lhe a língua pela boca. A banana que eu segurava até ficou mole.
_ Você conhece esse bophy? Tá saidinha, hein?
_ Claro! É o meu noivo!

Meu mundo caiu de novo. Pa-Pum!

_ Terezinha, vem aqui. Você já liberou a xana pra ele?
_ Não! Ainda não! Mas tô pensando em liberar hoje...
_ Não faça isso! Isso é pecado! Mortal! Segura essa perereca!
_ Mas não tô entendendo. Você tava colocando pilha pra eu liberar tudo logo. O que foi?
_ Eu recebi um sinal divino. Não faça nada por enquanto! - tá boa que eu quero chupar uma neca com gosto de xana alheia! - Amores, eu vou indo. Preciso preparar o almoço... limpar a casa... mas apareçam lá qualquer dia, tzá? Você principalmente, Fabinho da Banana. Um beijo.

Enquanto o meu carrinho de feira percorria o caminho até minha casa, fazendo aquele barulho terrível e dando solavancos pelo caminho esburacado, fiquei pensando. Será que eu seria capaz de roubar o bophy da Terezinha Dêgezuis? Aim, já fiz tanta coisa pior na vida. O que é roubar o amor da vida de outra pessoa só pelo prazer do sexo?
Peguei meu radinho e fiquei ouvindo Somebody Else's Guy na voz da CeCe Peniston enquanto batia uma siririca gostosa com aquele monte de banana verde que eu comprei do bophy. Espero que a neca do Fabinho da Banana traga o mesmo prazer à minha dignidade.

Um beijo,
Maddyrain

Somebody Else's Guy

LP Version
Classic Old School 12" Mix
Classic Old School 12" Instrumental
Classic Old School Radio Edit
Kupper's Uplifting Club Mix
Tuff Jam's Classic Garage
Tuff Jam's SOS Dub (low quality...)
TJ's Ladies Choice Dub

You are the one who makes me feel so real...

Chupa meu edi que eu gosto:
Pra quem não sabe, Somebody Else's Guy é o melô da biluzinha que tá apaixonada pelo bophy da amiga. Uma loucura. Quem nunca passou por isso antes?! CeCe Peniston ahazzou e decidiu regravar esse crássico da Jocelyn Brown. Podem se jogar na LP Version que é uma delícia. Super phyna!

Os remixes são poucos relevantes. Ninguém vai virar travesti por conta deles. David Morales já tava de saco cheio de remixar a Pencas de Cecília Peniston, recebeu pouco aqué e decidiu fazer um housezinho básico e sem muito fluflu. Podem pegar o Classic Old School Radio Edit pra conhecer. Na verdade, mesmo sem gracinha, ele é mais legal que a versão original. A versão dance ficou nas mãos de Eric Kupper. O Kupper's Uplifting Club Mix é bem aceleradinho e gostosinho, mas temos milhares de remixes mais legais do Kupper...
Por fim, temos o ultra mega datado Tuff Jam's Classic Garage. Felizmente, o garage saiu de moda faz milênios e, pelo menos pra mim, não deixou muita saudades. O remix é legalzinho, mas não foi o responsável por me fazer começar a chupar rolas mundo a fora.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Amores, o pedido de hoje não é fácil, eu sei. Mas, felizmente, sempre tem algum leitor meu cheio dos babadus... então nunca se sabe! Se você tiver alguma das versões abaixo, ahazza na bondade, caridade e amizade!

album edit 3:44
hard house dub 9:18
kupper's dark & funky mix
eric kupper edit 3:47

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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