A ilha da fantasia

Acordei com uma vontade loka de ir pra buatchi. Aliás, fazia tempo que eu não ia bater o cabelón. Desde que acordara pra esta vida feminina, não tinha ido enfrentar a inveja das bilus em seu habitat natural: a buatchi.
Levantei do meu humilde colchãozinho no chão, olhei pro lado esperando encontrar algum bophy dubéin, mas só encontrei meus chinelos. Abri as venezianas e encontrei todas minhas vizinhas sentadas na escadinha da minha casa, com a orelha grudada na porta.

_ Que horror! O que vocês tão fazendo aí, garaio?
_ Ocê fala côsas engraçada duranti a noite.
_ Isso porque estou dormindo sozinha, imagine se eu estivesse com algum bophy.
_ Bófi? O que é issu? É de comê?
_ Sim, com o edy.
_ Êdí? O que é issu? É de comê?
_ Só se você for ativa. Eu sou passiva.
_ Ocê fala muito difícir. Num dá pra ti entendê.
_ Amô, se eu já tô começando a entender esse dialeto que vocês falam aqui na Ilha do Bororé, logo logo vocês começam a entender o que eu falo também. Xente, vamos saindo da minha porta? Que coisa feia ficar fuxicando a vida alheia.

Peguei uma vassora e me pus a varrer aquela mulherada da minha porta. Tudo crente. Um horror como esse povo pipoca em lugares afastados e sem o contato da televisão. Foram balançando suas saias de jeans pra outro lugar. Incrível a capacidade de se vestir mal das crentes. Uma loucura.

Liguei meu radinho de pilha. Só pega
Tupi FM e Nacional Gospel laqui na Ilha do Bororé. Queria morrer. Pedi pra Kilo Minhoca me trazer algumas fitas K7 e passei o dia limpando a casa ao som de Nite Life da Kim English.
Acabei dando um jeitinho no cafofo e ele estava até que habitável. Claro, mil anos luz do meu flat na Paulista, mas enfim. Era uma casa pequena e humilde (exatamente o oposto do meu edy). O quarto/sala/cozinha era razoavelmente grande e dava pra duas pessoas ficarem confortáveis. Até três pessoas, se a última fosse extremamente magérrima. Mais do que isso, a casa lotava.

Defini o espaço do meu quarto com uns lençóis super bonitos que eu havia comprado numa viagem pra Turquia. Meu armário de compensado comprado em 24 prestações nas Casas Bahia já estava com a porta bamba e entupido com meus vestidos e sapatos. Agora que sou mulher e não preciso de piruka, doei tudo pra Kilo Minhoca e Babooshka Sunny. As duas sairam numa briga raivosa e Babooshka acabou ficando com mais da metade.

Na minha sala/cozinha, um modesto sofá de 2 lugares cedido gentilmente pela Cindi Loka na sua última mudança. Uma TV super minúscula preto e branco, sem antena, sem canais, sem som. Enfim, era um enfeite. Na parte que consistia na cozinha, um fogão de uma boca e uma geladeirinha de isopor pras minhas bebidas. O padê eu escondia debaixo de um taco solto. Tudo no esquema, meu amô!

O meu banheiro era enorme de pequeno. Pia e privada se confundiam num espaço debaixo do chuveiro. Dava pra eu tomar banho, fazer a xuca e escovar os dentes ao mesmo tempo. Uma loucura! Qual bilu nunca quis uma privada no box? Isso facilita tanto a xuca...
Antes de ser completamente tragada pela mata da Ilha do Bororé, minha casinha ainda dispunha de um quintalzinho super sem vergonha com um varal super bonito, um tanque todo encardido e dominado pelo musgo e um latão de tinta (ou seria de petróleo?) que servia de churrasqueira e foi abandonada pelos antigos moradores.
Tudo muito conceitual e pós-contemporâneo como vocês podem notar. Os japoneses não moram em casinhas super pequenas e modernas? Pois eu também!

Saudades dos tempos em que eu começava a me arrumar às 2 da madrugada. Agora preciso estar pronta e esperando a balsa pra chegar na pseudo-civilização às 10 da noite! Um horror! O bom em ser mulher é que eu não preciso mais me montar, néam meu amô? Agora já sou montada automaticamente.

No ponto de espera da balsa, os cafuçu olham pra mim com desconfiança e desejo. Sinto cheiro de tesão no ar. Olho pra sola do meu salto alto e descubro que pisei na merda. Nos dejetos de um cachorro! Podia ser a minha vida! Pisei na minha vida!
Balsa, ônibus, trem, metrô e ônibus. Jesuis! Eu podia ir pra Europa com o tempo que gasto da Ilha do Bororé até a Tunnel! Que horror! Encontro Kilo Minhoca na porta da buatchi, cara feia.

_ Gata, não dá pra ficar te esperando uma hora aqui na porta, néam? Meu barato já passou e tô sóbria de novo!
_ E eu que nem bebi nada, vinhada? Nem lembro quando foi a última vez que fui pra buatchi sem estar colocada! Olha como é feio aqui! Minha Diana Ross! É aqui que eu bato o cabelo?

A biluzada forma uma clareira na floresta e me sinto diva do bate cabelo e da dublagi novamente. Percebo que tão apontando pra mim.

_ Tô cagada, garaio?
_ Não, você tá menstruada!

Nite Life

Original Ten City Mix (fixed link)
Big Bump Mix
The Bump Classic Mix
Bump Radio Mix
The Martian Dub
Masters at Work Nite Mix
Masters at Work Nite Mix Edit
Masters at Work Jazzimix
Masters at Work Underground Network Mix
Masters at Work Faraway Dub
Armand van Helden Retail Mix
Armand van Helden Instro Mix
Armand van Helden Sound Factory Mix
Armand van Helden Sound Factory Bar Mix
Basement Jaxx Mix
Basement Jaxx Nitebeats
J.T. Vannelli Light Mix
J.T. Vannelli Radio Mix
J.T. Vannelli Dubby Mix (low quality...)
Rivera & Trattner Mix
Distant Soundz Mix (low quality...)
H&J "Gravy For Your Set" Mix (low quality...)
Sweet P Mix (low quality...)
Qualifide Dub (low quality...)

Bring me back the nite...

Chupa meu edi que eu gosto:
Hoje é dia de classic anthem aqui no blog, meus amores. Pra quem não conhece, Kim English é dona de uma das vozes mais gostosinhas das divas house. Super recomendo que vocês cavoquem a discografia da moça! A versão Original Ten City Mix de Nite Life é um house bem gostoso e old skool, do jeito que Maddyrain gosto. Podem pegar. Outro housezinho safadinho e clássico é o The Bump Classic Mix. Super nostalgia nas veias, meu amô!

Dobradinha de Masters at Work por aqui, meus amores. Depois de Go Deep da Janet Jackson, vamos ahazzar com o Masters at Work Nite Mix! Delicioso e um clássico da dancefloor! Super lindo. Pra você ahazzar na linha dubística com Maddyrain, super se joga também no Faraway Dub, que é puro glam house!
O estilo garage do Armand van Helden tá super fora de moda, mas é nostálgico junto com as batidinhas house dos MAW. Atóron. O Retail Mix é uma delícia underground! O Sound Factory Mix é mais loko do seu respectivo kool. Atóron como o bunito consegue descontruir os vocais e criar uns dubs louquíssimos!

Se você achou tudo até agora muito conceitual pro seu estilo diva glam, vamos bater o cabelón com o meu kérido Joe T. Vannelli! O J.T. Vannelli Light Mix é uma delícia! Super recomendado! Uma coisa super club diva. O Dubby Mix é maravilhoso, mas a qualidade está muito cagada pra recomendar. Uma pena.
O Rivera & Trattner Mix é o remix mais atual de Nite Life e é pura bateção de cabelón! Super bilu pintosa da buatchi! Atóron e super recomendo!

Super vou ser apedrejada, mas o Basement Jaxx nunca fez a minha cabeça, então meu kool pra eles. O resto dos remixes estão com a qualidade bem sofrível e são péssimos! Puro lixo 2-step, que eu otéion.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Vou super tentar a sorte e ver se Iemanjá me manda algum dos remixes abaixo...

joe t. vannelli corvette mix 5:12
joe t. vannelli silk x-tra mix 5:11
leeman dub mix 8:30
ess dee vocal mix
ess dee instrumental
distant soundz feat. mc image mix
qualifide vocal
dread poets mix
rivera & trattner dub 8:04

2 Bilus felizes:

Litta Walitta disse...

Inhaiim conseguiu sair viva da liquidação do Magazine Luiza???

Eu sai abraçada numa geladeira e uma tv daquelas grandona sabe? boa!

Valeu a pena dormir na fila desde quarta vai!

beijo, que agora vou jogar uma televisao no córrego!!

FND disse...

Thank you!!!!!!!!!!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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