Uma bala para Maddyrain

Ai, como é gostoso dormir e despertar com um bophy ao seu lado! Acordei toda contentinha sabendo que havia um cafuçu roncando serenamente ali do ladinho, fui abraçar o bophy e AI QUE SUSTO! Tetas! Levantei gritando! Que mulher invadiu a minha cama?!

_ AHHHHH!! Levante-se dessa cama que não te pertence em nome de Jesus Pinto de Luz!
_ AHHHHH!! Maddyrain!
_ AHHHHH!! Kilo Minhoca! O que você tá fazendo aí!?
_ Eu não lembro!
_ Ai! A xente não trepou, néam!?
_ Pera aí, deixa eu ver se tô mais arrombada. Hm, não.
_ Bom, nem vou verificar, pois sei que a senhora é P.A.M. Passiva até a morte.
_ Ai, lembrei, vinhada! Você passou o dia chorando após descobrir que tá pra morrer, lembra? Tava te fazendo compania!

Lembrei... meu mundo caiu novamente! PUM... Tô prestes a virar purpurina. Sei que a piada é super velha, mas me recuso a virar pó. Quero virar purpurina de trabalho escolar infantil. O que fazer quando tudo está prestes a acabar? Cair na buatchi, meu amô! Se é pra morrer, além de glamourosa, quero morrer colocada pra não perceber a transação de planos espirituais!

_ Vamos à buatchi, gata! Chega de ficar em casa chorando esperando a morte chegar! Quero ir até a morte e chupar o pau dela!
_ Mas e se a morte for racha? A senhora vai chupar a xana da morte?
_ Posso até morrer, mas com dignidade!

Abri meu closet e minhas roupas me perguntaram: "Com qual roupa você quer morrer?". Sentei no carpete, cacei uma caixa de sapato dubabadu, abri e peguei um frasquinho escuro. Padê, meu amô! O babadu é esconder padê pela casa inteira pra momentos como esse. Me joguei entre os cabides e fui pegando o que vinha a mão. Encontrei Kilo Minhoca na sala e ela me olhou como se eu fosse uma TVNI - travesti voadora não identificada.

_ Não diga nada, meu amô. Hoje pode ser o meu último dia na terra dos vivo. Quero ahazzar!
_ Mas, bunita... a senhora tá pelada!
_ Ai que loucura!

Devidamente vestida (pouco, mas tecnicamente vestida), eu e Kilo Minhoca fomos pra buatchi. Passei por rostos familiares. Vocês nem sabem, mas essa pode ser a última vez que vocês estão vendo esse rostinho lindo vivo, meus amores. E essa neca? Vou sentir saudades de nossas fodinhas descomplicadas. Ai gata... de você eu não vou sentir saudades. E você? Já aprendeu a beber ou continua vomitando pelos quatro cantos do mundo?

_ Hoje é dia de Joanete Filha-do-Jack!
_ Ai, nem acredito! Minha pupila! Primeira formanda da Faculdade para Travestis e Drag Queens da Maddyrain!

Joanete subiu ao palco e, como sempre, incorporou o espírito do rei Michael Jackson. Incrível como a racha pseudo-trava conseguia incorporar tão bem o bunito! Ainda mais com o remix do Tony Moran pra Blood On The Dance Floor.
Senti braços fortes me abrançando por trás. Atórein e entendi o recado na hora. Empinei a bundinha bem safada e dei aquela reboladinha gostosa que só as passivas de plantão sabem fazer. O cafuçu encostou a boca em minha orelha e sussurrou:

_ Maddyrain, tá pronta pra morrer?
_ Estou.

Fechei os olhos. Toda minha vida passou correndo por mim em menos de um segundo. Do meu nascimento glamouroso até minha cirurgia de retirada de unha encravada. Da viagem aos anos 80 até meu período como presidiária.
Ninguém ouviu o som abafado do tiro que levei. Olhei para trás e vi a cara da morte sendo tragada pela escuridão.

_ Ih, Maddie! Já tá colocada de novo? Olha ali sua pupila como rebola! Tô bege! Maddie?! Você tá caindo em cima de mim, vinhada doida! Tá escorregando? Que é isso? Ai, quanta Coca! Maddie?! Maddyrain!? Gente, que é isso?! Isso é sangue? Maddyrain? Socorro! Maddyrain! Fala comigo, vinhada do garaio! Socorro! Maddyrain!

Blood On The Dance Floor

Single Mix
A Cappella
TM's Switchblade Mix
TM's Switchblade Edit
TM's O-Positive Dub
T&G Pool of Blood Dub
Fire Island Vocal Mix
Fire Island Radio Edit
Fire Island Dub
Refugee Camp Mix
Refugee Camp Edit
Refugee Camp Dub
Refugee Camp A Cappella

If you could only erase the past...

Chupa meu edi que eu gosto:
Xuxuzinhos! Eu super atóron a música de hoje! Ela faz parte daquele pacotão enorme de singles do Michael que não fizeram sucesso mundial, mas mesmo assim, me deixam completamente cagada! Pra quem não conhece, se joga no Single Mix. Não tem muito o que falar dela. É aquele babadu básico que o Michael fazia em meados dos anos 90, ou seja, pop de qualidade! O babadu fortji tá nos remixes, meus amores!

Ah, Tony Moran... Eu juro que me casava com você e fazia séquiso no altar mesmo ao som do TM's Switchblade Mix! Um dos melhores remixes da carreira bunito! Mas nem tudo é flores e certo dia ele decidiu virar divo das travestis. Eu achava mais graça nele enquanto ele ahazzava na dance music loka do edi! O remix é puro babadu! Super dançante, cheio daqueles backing vocals phemynynos que só Tony Moran sabia produzir! Puro looshu! Craro, meus amores, se joguem também no TM's O-Positive Dub que é puro glamour bate cabelón! Uma delícia! O T&G Pool of Blood Dub (ai que nome!) é bem diferente dos outros remixes. Tem uma batida bem mais pesada e tribal. Super recomendado pras bilus colocadas da buatchi!

Vivo elogiando a phynesse e estilo de Pete Heller e Terry Farley (aka Fire Island). Acho tudo muito digno, mas convenhamos: as batidas são geralmente idênticas. De toda formam, super se joga no Fire Island Vocal Mix. Uma delícia! Não é tão pintoso como o remix do Tony Moran, mas eu sei que vinhado também gosta de um dance mais contido pra não dar tanta pinta! O Fire Island Dub é praticamente uma versão instrumental, mas é bem gostosinho pra deixar tocando enquanto você limpa a casa.

Por fim, os remixes do Refugge Camp que a xente finge que não existem para não perder a amizade com a linda Lauryn Hill.

2 Bilus felizes:

Mia disse...

Maddy, bitch, Michael arrasa, não?!
Amei o post. Até porque antes das "Confessions on a dancefloor", veio o "Blood on the dancefloor". Seria Michael um vampiro?? hehe
Beijos!

Diário das Divas disse...

Maddye, fófis, vou fazer a brincadeira do copo.. Ai você me diz como é ai embaixo?

Um amém é tudo o que você precisa hoje, gata!

Amém?

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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