Capar ou não capar, eis a questão

A última coisa que vi antes de fechar os olhos foi LaToya Lajota correndo de medo de mim e os guardas do tribunal apontando as armas para minha pessoa indefesa. Fechei os olhos e quando os abri novamente, estava deitada no meu apertamento dos anos 80. Consegui! Voltei ao passado! Voltei às polainas! A primeira coisa que eu fiz foi correr bunita pro banheiro e me olhar no espelho.

_ Maddyrain voltou!! Ai que maravilha! Eu atórein ser Roxxana Veludo, mas não posso negar minha origem loira trash! Que tudo!

O interfone tocou. Era Charlotte Chandelle.

_ Charlotte Chandelle! Que maravilha ouvir sua voz! Nem acredito que tô falando com você!
_ Maddie, querida, você andou se droganu antes de ir pra buatchi? Vamu logo vinhado! A gente tá super atrasada! Até meia noite, é open bar e hoje eu quero me acabar.

Algumas palavras mágicas funcionam como gatilhos na mente de todo vinhado. Faça o teste! Diga "neca gostosa" ou "bophy escândalo". Para um efeito ainda melhor, diga "open bar" e o vinhado fará tudo para te agradar. Com as palavrinhas mágicas, desci para encontrar Charlotte Chandelle e irmos pra buatchi. Chegamos lá e a fila tava quilométrica. Eu lá sou travesti de ficar em fila, mel béin!? Fui falar com a door.

_ Oi bunita, tudo bem? Inhaím?
_ Seu nome tá na lista?
_ Provavelmente sim, meu amô. Se vocês pegaram os nomes no SPC Serasa, pode ter certeza que eu tô bunita aí.
_ Qual seu nome então, gracinha?
_ Ai, já vi que você não é adepta da simpatia. Meu nome é Maddyrain.
_ Hmm... Então, Maddusalém, seu nome não tá na lista.
_ Máguemané Matusalém!? Maddyrain, garaio!
_ Maddyrain, Maddymerda, Maddysimpatia. Não tem nenhuma Maddy-merda-nenhuma na lista.
_ Que horror! - voltei para Charlotte Chandelle - Xente... esse povo dos anos 80 é muito uó! Nunca fui tão maltrada na porta de uma buatchi como hoje!
_ Cadê sua dignidade, Maddie? Você tentou oferecer cocaína pra ela? Esse povo de buatchi adora um pó.
_ Ai é! - voltei pra door of hell - Inhaím, bunita. Voltei.
_ Tô vendo. Seu nome continua fora da lista, Maddychata.
_ Gata, você é uma gracinha. Já te falaram isso depois que você deixou de ser bebê? Você é uma gracinha e eu tenho um presentinho pra você. - tirei o padê da bolsinha.
_ Você tá tentando me comprar com drogas?
_ Não, amô. Você é muito mais barata que esse pacotinho. Eu só quero entrar nessa buatchi dos inferno logo e não pegar essa fila. Tzá entendendo?.
_ Hmm... a mercadoria é boa. Pode passar você e sua amiga.

Olha, eu sou uma travinha super simpática e amigável, mas não seja uó comigo. A buatchi tava vazia ainda. Um dia eu descubro porque esse povo de buatchi gosta de deixar o povo na fila e a casa vazia. Meu kool! Na minha buatchi eu juro que não terá filas!
Já era 3 da manhã, meu edi tava entupido de vodka e narcóticos proibidos por leis brasileiras, quando começou a tocar Blue Savannah do Erasure e encontrei Murilo Muniz na pista. Não acreditei na minha cara de pau e falta de vergonha na cara de pau. Como eu ainda podia ficar com o edi piscando por aquele bophy, mesmo após tudo que ele me fez? Minha vida tava uma cagada geral no maiô por causa dele.

_ Oi, bunito. Te vi dançando e te achei uma gracinha. Quero te chupar.
_ Nossa, como você é rápida no gatilho!
_ Você não viu nada, meu amô.
_ Sabe, eu acho que te conheço de algum lugar.
_ Provavelmente da Playtrava. Já posei mais que Scheila Carvalho pra Playboy!

Fomos prum cantinho da buatchi. Como era gostoso beijar aquela boca safada e deslizar a mão por aquele tanquinho de novo. Saudades de kool é rola. Fui abaixando e preparando a boquinha pro kétji. O momento era agora! Capo ou não capo essa bicha maldita?

Terminei o serviço, voltei pra pista e encontrei Charlotte Chandelle.

_ Maddie! Que é isso!? Você já pensou e dar uma passadinha no banheiro pra se olhar no espelho depois da gala? Tá toda cheia de porra no queixo! Que sexy trash!

Corri pro banheiro sem um pingo de dignidade. Decidi manter a neca de Murilo Muniz no lugar e deixar ele foder com a vida (e edi) de outra bilu. Estava pronta pra voltar ao futuro. Pronta pra voltar à minha vida de Maddyrain. Tinha resolvido todos meus assuntos pendentes.

Mas ainda tinha algo que eu precisava fazer no passado....

Blue Savannah

7" Edit
Mark Saunders Remix
Mark Saunders Remix Edit
Der Deutsche Mix I
Der Deutsche Mix II
Out of the Blue Mix
Remix Edit
Blue Dub

Home is where the heart is...

Chupa meu edi que eu gosto:
Queridos, se vocês não conhecem Blue Savannah, podem se jogar da Ponte do Piqueri! Nunca viu aquele clip que praticamente deu origem àquele grupo doido e sem graça, o Blue Man Group?
Convenhamos que há diferenças técnicas e musicais evidentes entre os kéridos do Erasure e os maravihosos Pet Shop Boys, mas tem muita coisa ótema na discografia deles e Blue Savannah é um exemplo disso. Se você tá toda entupida de vergonha porque não lembra de Blue Savannah, se joga na 7" Edit que é maravilhosa. Lembro de menina Maddyrain já correndo pra lá e pra cá ahazzando na dublagi desde cedo!

Vamos começar pelo melhor remix. Queridos, o Mark Saunders Remix é uma delícia sem igual! Embora não seja super diferente da original, o bunito soube deixar Blue Savannah na medida dance certa. Super delicinha pra ahazzar na buatchi! Atóron! Aqueles pianinhos da versão original me deixam completamente cagada!
Shep Pettibone não acordou muito inspirado quando foi remixar Blue Savannah e o Out of the Blue Mix não está no ápice de sua carreira. Se você atóra se jogar no flash house, pega o remix do bunito e ahazze nas suas festinhas.

O Der Deutsche Mix I é uma versão meio-quase-que-eletrônica da original, mas tudo muito no estágio de protótipo. Não é super dançante, mas tem umas batidas interessantes... Isso sem contar um bicho doido que fica gritando. Uma loucura! O Der Deutsche Mix II é mais calma-lá-minha-filha. Um clima meio jazz... meio underground café super diferente e que deixou Blue Savannah bem interessante.

1 Bilus felizes:

Diário das Divas disse...

Blue Savannah no blog + Pet Shop Boys + Belo Horizonte = infarto!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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