Misticismo e macumba

[modo "Madre Maddyrain de Cu-que-Tal" on:]

Irmãs seguidoras da grande neca pulsante, sempre a gozar, sorriam. Madre Maddyrain de Cu-que-Tal voltou. Estive afastada de meus trabalhos e orientações espirituais por algum tempo, abrindo espaço para falsas clarividentes e chupadoras, mas o importante é que voltei. Estive fazendo uma pesquisa de campo bastante intensiva onde pude aprender diversas formas diferentes de veneração da grande neca pulsante.

Minha primeira parada durante essa extensa jornada em que conheci várias necas gordas e pesadas foi no terreiro do pai-de-santo Rick Enriquette, filho de Olodum com Daniela Mercury. Estava acompanhada de minha seguidora Kilo Minhoca quando, após uma longa viagem pelos confins de São Paulo, cheguei em seu santuário místico.

_ Inhaí, boa tarde. Eu sou Madre Maddyrain e...
_ Eu já sei quem você é. Fui avisado pela grande mãe da natureza, aquela que sobe a ladeira, Daniela Mercury.
_ Xente, que pessoa mais espiritualizada. Pai Rick Enriquette, estou em busca de uma nova visão mística para venerar a grande neca pulsante.
_ Ah, minha gata, assim que você encontrar essa neca, passa meu telefone, porque eu também adoro engolir uma neca.

Kilo Minhoca estava com um visual porn star incrível. Um trapinho minúsculo cobria suas tetinhas, cabelinho preso em rabo de égua e um shortinho safadjinho. No dedinho do meio, um anel lindíssimo em forma de neca. Pai Rick Enriquette bateu os olhinhos no anel e foi abrindo cada vez mais o olho gordo. Achei que ia explodir.

_ Vem cá, minha filha. Vem cá. Deixa eu ver esse anel. Uhff... Uhff - começou a revirar os olhos - Calma, estou sentindo minha entidade vindo! Tragam minha cigarrilha. Ela está vindo! Ela está vindo.
_ Eu também estou sentindo a grande deusa intergalática. Estou vendo o contorno do Emplasto Sabiá. Venha deusa da neca presa! Venha!

Começou a baforar freneticamente a cigarrilha e encher todo o quartinho repleto de santos e orixás de fumaça.

_ Madínha! Gente, essa doida tá tentando dar a elza no meu anel!
_ Mas o que é isso!? Devolve o anel da menina! Ela ganhou no salgadinho!
_ Uhf... Silêncio! Eu sou uma índia, sou filha da lua, sou filha do sol. Nasci num dia que a chuva caía e nas nuves do céu, pintou o meu nome, com todas as cores. Oh! maravilha! Eu sou Mara Maravilha!!
_ Gente! Ele incorpora Mara Maravilha!?
_ Ai que exótico! Vem cá, Mara. A senhora acha que nós somos bobas, é? Eu sou mística, hipponga, arrombada, mas boba eu não sou não, viu? Onde já se viu dar a elza no anel de Kilo Minhoca?
_ Ô meus queridos, que é isso, dar a elza? Eu lá sou entidade de ficar dando a elza? Eu sou uma apresentadora de TV interespiritual.
_ Tô sabendo, diga, Mara Maravilha. Aonde posso encontrar a grande neca pulsante, cabeçuda... ai ai... já estou ficando doida só de pensar nela!
_ Querida, aqui você não vai encontrar nenhuma neca. Meu cavalo é guloso! Não pode ver os tocadores de atabaque usando aquela calça de capoeira folgada, neca fazendo volume, aqueles braços fortes, que fica doido do edi e aquenda tudo. Encontre a neca que você tanto procura, mas nunca traga ela aqui, senão ele vai dar a elza.

Saimos do terreiro super chateadinhas. Não foi dessa vez que encontramos a neca do futuro. Kilo Minhoca estava muito silenciosa na lotação enquanto voltávamos para a civilização.

_ Que foi minha filha? Tá com frio?
_ Não, Madínha... Juro que fiquei com medo de Mara Maravilha! Que horror, já vi gente incorporando tudo, Madonna... Cher... mas Mara Maravilha? E ainda tentando dar a elza no meu anel que veio no Kinder Ovo?

Cheguei em meu santuário, acendi vários incensos de framboesa, porque sou moninha, e comecei a meditar sentada no meu dildo do Jeff Palmer. Liguei meu compact system da Aiwa que ganhei numa rifa e coloquei meu CD do Simply Red. Atóron meditar colocada ao som de Thrill Me.

Nunca desistam. Em algum cantinho do dark room... escondida na escuridão... perdida... você ainda irá encontrá-la...
A sua carteira. Deram a elza, levaram tudo, mas provavelmente jogaram ela em algum cantinho. Não pare de procurar.

Um beijo,
Madre Maddyrain de Cu-que-Tal.


[modo "Madre Maddyrain de Cu-que-Tal" off.]


Thrill Me

Steppin' Razor Mix
Steppin' Razor Ambient Mix
Steppin' Razor Ambient Instrumental Mix
The Masters at Work Mix
The Masters at Work House Mix
Masters at Work House Mix
Connoisseur's Mix
Nellee Hooper Mix
Nellee Hooper Dub

Wait till tomorrow night...

PodKétji da Maddyrain (coming soon...)

Selo "Chupa meu Edi" de Qualidade:
Amores, provavelmente a maioria de vocês não conhecerá a música de hoje, mas os remixes são do babado. Acreditem em Maddyrain.

Vamos começar pelo remix que me deixa toda cagada? Um dos meus remixes favoritos de todos os tempos? Nem sei explicar o motivo, mas o Steppin' Razor Mix é uma das obras primas do mundo moderno. Não é dançante demais para as pistas, não é lento demais para ficar bulinando a neca do bofe no sofazinho... Mas é maravilhoso mesmo assim! Uma coisa assim, meio underground, e quando o acompanhamento começa a tocar exatamente em 2 minutos de remix, eu fico toda úmida. Maravilhoso!
O Ambient Mix não é muito legal, mas se querem uma coisa bem lounge, se joguem no Ambient Instrumental Mix. Eu tenho certeza que o DJ jogava Ecco the Dolphin nessa época! O jogo era todo cheio desses sons ultramarítimos. Uma coisa super underwater.

Os keridóns do Masters at Work sempre ahazzam e deixa a biluzada mais phyna chocada. Ambos os remixes são super parecidos, então recomendo os dois. Podem pegar o The Masters at Work Mix.
Agora eu juro que fico confusa. Depois de anos, numa coletânia oficial de remixes do Simply Red, saiu o Masters at Work House Mix que é SUPER diferente do remix lançado na época da música. Provavelmente erraram o nome do remix, então nem imagino quem é o responsável por ele, mas é recomendável. Apenas não tem nada a ver com os outros remixes antigos.

O Connoisseur's Mix feito pelo Nellee Hooper é muito bonitinho também. Super calminho, gostosinho e sem grandes pretensões. Podem pegar porque não é ruim não. O Nellee Hooper Mix é apenas uma versão editada.

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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