O casamento de Maddyrain

Clodovil Hernandez (que Cher o tenha) me ligou assustado:

_ Maddyrain, meu amor, quando você vai aparecer aqui no meu ateliê para eu tirar suas medidas? Eu sou uma pessoa muito ocupada, você sabe.
_ Gato, eu já te falei que sou ivone e não vou deixar você medir minha neca!
_ Não é neca coisa nenhuma, vinhada doida. Eu preciso de suas medidas para fazer o seu vestido de noiva!
_ Ah, viu só? A gente se fala, a gente se entende.

Antanibal alugou a Tunnel para celebrarmos oficialmente o nosso casamento. Achei de uma dacadência religiosa terrível. Casar num lugar chamado Tunnel? Tunnel da depressão, néam? Meu vestido ficou a coisa mais glam e punk que eu já vi na vida. Claro que não ia casar de branco, porque nem minhas orelhas eram virgens a essa altura do campeonato. Escolhi um modelito que mesclava rosa e roxo beringela. Sapatinho salto Cláudia Raia e bolsinha pra cacarecos. Nunca se sabe quando você precisará de uma pasta de dente, por exemplo. Camisinhas eu aprendi com anos de prática a já deixar toda uma reserva acoplada ao edi.

Todas minhas amiguinhas travas lindas estavam presente e o casamento seria realizado por uma trava véia cujo nome não iremos citar, mas que já era velha em 1990. Tadinha... anos de séquiso selvagem acabam com uma pessoa, viu? Cuidado com o edi de vocês, meus amores.
Fomos para a pista e toda uma legião de fotógrafos e wannabe-someone estava por lá me esperando. Ai meus sais... é complicado ser uma trava famosa viu. Virei para um fotógrafo qualquer que estava metendo a câmera na minha cara e falei com educação de dama francesa:

_ Gato, meter a neca no meu edi você não quer, néam? Faz o favor de PhotoShopiar essa merda depois. Não quero ver meus buracos de catapora nas fotos dos jornais de amanhã!

E finalmente chegou o noivo. Achei um looshu o noivo chegar depois da noiva. O bom de tudo isso é que quando o banana chegou, eu já tava pra lá de colocada. Quando vi meus filhinhos de terno, descendo aquela histórica escadaria da Tunnel pensei: Sou a trava mais colocada desse mundo!
Atrás deles surgiu o noivo: Antanibal, a Banana de Hugo Boss. Ai que vergonha. Olhei para Kilo Minhoca, minha daminha de honra, e vi na cara dela a vergonha alheia estampada em cores néon.

_ Amiga, você atendia esse telefone?
_ Eu? Mas nem morta!
_ Nem eu, gata! A Telesp cortou minha linha por falta de pagamento!

_ Estamos aqui reunidas, travas de toda espécie e os dois filhos de Maddyrain (Cher do céu), para celebrarmo e consolarmos Maddyrain pelo seu casamento. Maddyrain e Antanibal, duas almas maravilhosas que se encontraram por acaso num dark room dessa vida e se amaram desde a primeira bimbada. Antanibal, você aceita Maddyrain como sua travinha mesmo com todos seus defeitos e seu desejo sexual exaltado?
_ Sim.
_ Maddyrain, você aceita Antanibal como seu maridinho e gigolô mesmo com sua cara de banana e neca abaixo da média?
_ Claro que não, né meu amô? Eu lá sou trava de casar? Olha pra minha cara! Eu quero minha liberdade!
_ Mas, Maddyrain! Estava tudo combinado! Já havíamos acertado tudo! Eu preciso desse casamento para ficar com a herança de minha família!
_ Cuméquié? - a Banana veio no meu ouvido e contou todo o bafão - Gata, mudei de ideia! Quero casar! Assina logo esse babado todo! Sou a trava mais feliz do recinto!
_ Então tá baum. Não vamos demorar muito porque eu quero beber um pouco mais. Eu declaro Maddyrain e Antanibal travesti e maridinho! Podem se beijar.

Beijinho no rosto. Smack Smack. Meu kool. Com beijo na boca é mais caro.

Muita bebida e padê depois, o DJ Mauro Borges, contrato especial para a cerimônia, começou a tocar Love to Hate You do Erasure. Achei super contextualizada a escolha do bofe que ainda procurava pelo Robin e por um pouco de talento. Kilo Minhoca veio me cutucar:

_ Maddyrain... você é minha melhor amiga... pode ir contando tudo!
_ Gontar o guê, garaio? Me deixa guê eu tô pra lá de gologada.
_ A senhora não me escapa, viu? Depois eu quero saber todo o bafão por trás desse casamento!
_ Pode deixar gata, eu te contarei tudo.

Litta Walitta, dessa vez com um liquidificador na cabeça fazendo batidinhas na hora e em tempo real, estava toda alegrinha pra cima de meus filhinhos:

_ Gata, eu te atóron, mas os filhos são meus, néam meus amores? Mamãe ama vocês!
_ Ai Maddie! Qual é o problema! A senhora é uma trava casada agora!
_ Casada com o dark room inteiro, meu amô! Eu sou Maddyrain, não caso. Eu fodo.

Dedico o meu post de hoje ao meu querido, talentoso e bafônico amigo Clodovil Hernandez que nos deixou já tem alguns meses, mas será lembrado por todos os próximos.
Beijos,

Maddyrain


Erasure - Love to Hate You

Album Version
Spanish Version 1 - "Amor y Odio"
Spanish Version 2 - "Amo Odiarte"
Italian Version 1 - "Amo Odiarti"
Italian Version 2 - "Amo Odiarti"
KROQ Blunder Version
Bruce Forest Remix
Bruce Forest Remix Edit
Paul Dakeyne Mix
L.F.O. Modulated Filter Mix
JT Company Remix
JT Company Instrumental Remix
Joe T. Vannelli Single Remix
Joe T. Vannelli Remix Dub
Frank de Wulf's Love vs. Hate Mix

I like to know the killer isn't me...

Selo "Chupa meu Edi" de Qualidade:
Gatos, Love to Hate You é o melô da biluzinha sem-vergonha né? Que horror! A bicha precisa ter mais dignidade no coração, viu? Onde já se viu? Xente, o blogspot e as autoridades atóran deletar Erasure dos blogs, então se joguem rapidamente nos remixes, pois eu não garanto a vida longa deles. Meu kool pra vocês todos, tão me ouvindo? Isso aqui não é pirataria coisa nenhuma! Estou compartilhando coisinhas que nem o próprio Erasure deve ter! Eles deveriam me agradecer, isso sim!

Olha, se a senhorita é meio desligada e nunca ouviu essa música, se joga na Album Version. É de uma breguice chique maravilhosa! E hoje eu estou caridosa. Essa música tem uma caralhada de coisa difícil de encontrar. Vamos começar pelas aulinhas do Fisky? Para as bunitinhas que estão no módulo básico do Espanhol, se joga na Spanish Version e pratica bastante meu amor. Se você é uma bicha mais chique e conceitual e gosta de entupir o edi de macarrão, se joga na Italian Version.
As segundas versões são variações raríssimas com letra diferente e som bem ruim. Li certa vez que são versões descartadas porque estão com erros gramaticais. Ai... olha... fazer a phyna e fazer versão em japonês... javanês... é super tendência... agora gravar a música cheia de erros, não dá né?! A qualidade da KROQ Blunder Version está pior do que péssima, mas é ultra mega rara e só existe nesta qualidade sofrível mesmo. É interessante, mas é necessária muita imaginação para apreciá-la devidamente!

Agora, os remixes! O Bruce Forest Remix é ótimo. Bem aceleradinho, não foge muito da versão original na estrutura, mas o instrumental é totalmente novo. Muito bom!
O Paul Dakeyne Mix começa com um ar de "vamos à praia fazer xixi no oceano" e depois engata. Assim como o remix do Bruce Forest, é aceleradinho, batidinhas gostosas. Super recomendado!
O L.F.O. Modulated Filter Mix é bem exótico. Tem uns efeitos no instrumental que dão um ar todo "ao vivo e com medo" à música. Atóron também!
Os remixes do Joe T. Vannelli são todos raros que nem dar o edi pra uma passiva e só sairam na Itália em LPs de tiragem limitada. Me agradeçam depois, vinhadada mal-acostumada! Já li muito fã descendo o pau nestes remixes, mas eu atóron! Peguem o JT Company Remix e se gostarem, se joguem nos outros que são variações do remix principal. É um housezinho safadjinho delicioso!
O remix do Frank de Wulf a xente ignora.

1 Bilus felizes:

Paulo Azulai disse...

Por favor,faça reportagens de Erasure e Gloria Estefan!!!!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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